Programas Socioambientais PCH’s
Mesmo sendo uma central de pequeno porte, uma PCH requer vários programas e projetos socioambientais, que normalmente têm as comunidades locais como público-alvo, que se beneficiam com trabalhos de educação ambiental, recuperação de áreas degradadas e outras atividades de cunho sócio-ambiental.
Os projetos são concebidos e desenvolvidos de forma que os impactos ambientais da implantação dos empreendimentos são minimizados e amplamente superados pelos benefícios – ambientais e socioeconômicos – propiciados, entre os quais podemos destacar:
- Formação profissional: em convênio com o Poder Público, por meio do SESI/SENAI, são realizados cursos profissionalizantes nas comunidades locais para formação de carpinteiros, pedreiros, soldadores, mecânicos e outros;
- investimentos em infra-estrutura, com melhorias nas estradas, redes de energia elétrica, comunicação e outros;
- diversificação na matriz econômica local;
- fortalecimento da infra-estrutura econômica, contribuindo para o desenvolvimento da região, mediante redução dos custos de produção;
- estímulo à atração de novas atividades econômicas, face ao suprimento confiável e garantido de energia elétrica;
- criação de empregos diretos e indiretos, com o aproveitamento maciço da mão-de-obra local;
- revegetação de Áreas de Preservação Permanente – APP, havendo necessidade de supressão de vegetação apenas em pequenas áreas para o enchimento dos reservatórios, em função das características das PCHs;
- geração de renda: recolhimento de impostos e tributos;
- ações de incentivo ao empresariamento, a exemplo da implantação de uma Horta Comunitária na Serra da Prata, beneficiando diretamente 12 famílias da região (aproximadamente 40 pessoas), que além de terem uma renda mensal assegurada são estimuladas a atuar num mercado que apresenta grande carência e excelentes possibilidades de crescimento.
Programa Jovens Cidadãos

Uma das vantagens das PCHs é a descentralização na geração de energia e os baixos impactos ambientais, pois, normalmente, estão instaladas em regiões com baixa densidade demográfica e os reservatórios formados por elas são pequenos, além de estarem geralmente localizados em vales encaixados na própria calha do rio. Isto permite pouca supressão vegetal e quase nenhuma realocação de populações.
Mais que isso, as PCHs funcionam como indutoras do desenvolvimento econômico e social, pois atraem novos profissionais durante as etapas de construção, implantação e funcionamento, ativando os setores de comércio e serviços em pequenas comunidades. Em algumas PCHs também pode ser viabilizado o uso múltiplo dos lagos formados e até de praias artificiais, que se tornam atrativos para o turismo de lazer.
Como sua instalação requer obras de construção civil, muitas vezes a PCH traz melhorias para a infraestrutura da região, como a construção de pontes, abertura de acessos e melhorias nos sistemas de saúde, saneamento e distribuição de energia.
Com atividades iniciadas em 2001 e investindo em projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), a Renova Energia, com sedes em São Paulo, Salvador e Belo Horizonte conta com três PCHs em operação, que somam 41,8 MW. O Complexo Serra da Prata traz os cases das PCHs da Cachoeira da Lixa, Colino 1 e Colino 2 -, localizadas no estado da Bahia, que tem gerado ações desenvolvidas em parceria com a comunidade local por meio do programa “Jovens Cidadãos”.
O programa Jovens Cidadãos parte do princípio de que a comunidade é quem melhor identifica suas necessidades e possui práticas e conhecimentos valiosos para a disseminação da conscientização socioambiental.
Por isso, têm sido realizadas reuniões prévias com representantes das áreas educacional e de saúde, setor público e sociedade civil das cidades de Vereda, Jucuruçú e Itamarajú – abrangidas pelo empreendimento Complexo Serra da Prata – de modo a elaborar atividades de cunho ambiental, social e educativo a serem propostas aos alunos da rede pública de ensino.
Educação ambiental em parceria com a escola pública
A Renova Energia – em conjunto com as prefeituras e escolas municipais – realizaram também em 2010 a Primeira Semana do Meio Ambiente nos municípios de Vereda e Itamarajú. Com a Primeira Gincana Ambiental, as crianças tomaram consciência do patrimônio natural da região onde vivem por meio de atividades como:
- levantamento da situação da fauna (inclusive lacustre) e flora antes e depois da implantação do Complexo Serra da Prata;
- concurso de redações sobre o tema Energia Renovável – que foram premiadas com equipamentos esportivos e educacionais para as escolas
- arrecadação de livros didáticos;
- acompanhamento de um painel de notícias do meio ambiente, realizado para estimular a reflexão sobre o verdadeiro impacto ambiental e social de projetos como as PCHs e como eles são divulgados na mídia.
Vale lembrar que no projeto da Serra da Prata foram plantadas cerca de 40 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica na formação das APP – Áreas de Preservação Permanente, contribuindo com a criação de corredores ecológicos para a fauna local
A Renova não para e mantém na Serra da Prata um grupo de trabalho com representantes de várias entidades locais e do poder público para listar as demandas dessas comunidades e encaminhá-las aos órgãos responsáveis, contribuindo diretamente com a melhoria da qualidade de vida na região sempre que o assunto é de sua competência.