Energia Eólica
A também denominada energia dos ventos pode ser explicada, em termos físicos, como a energia cinética gerada pela migração das massas de ar provocada pelas diferenças de temperatura existentes na superfície do planeta. Seu aproveitamento é feito por meio da conversão da energia cinética de translação em energia cinética de rotação. Para a produção de energia elétrica, são utilizadas turbinas eólicas, também conhecidas como aerogeradores.
O gráfico abaixo apresenta a evolução do mercado global de energia eólica:

A capacidade instalada mundial de energia eólica aumentou 1.155% entre 1997 e 2007, passando de 7,5 mil para 94 mil MW. A rápida evolução deve-se em parte ao contínuo desenvolvimento de novas tecnologias que permitem a produção de turbinas de maior potência. Estima-se que o potencial eólico bruto mundial seja da ordem de 500.000 TWh/ano do qual, estima-se que no mínimo 10% seja tecnicamente aproveitável, o que corresponde a cerca de quatro vezes o consumo mundial de eletricidade.
De acordo com o Atlas de Energia Elétrica do Brasil, os ventos do Brasil são duas vezes superiores à média mundial e possuem volatilidade de 5% (oscilação da velocidade), o que dá maior previsibilidade ao volume a ser produzido. Além disso, como a velocidade costuma ser maior em períodos de estiagem, existe a grande vantagem de operar as usinas eólicas de forma complementar às usinas hidrelétricas, preservando a água dos reservatórios em períodos de poucas chuvas.
De 2003 à 2008, a capacidade instalada de parques eólicas cresceu 12 vezes, passando de 22MW à 273MW – um crescimento anual médio de 65%. Só em 2007, a oferta interna de energia eólica aumentou de 236 GWh para 559 GWh, uma variação de 136,9%, segundo os dados do Balanço Energético Nacional, produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Ainda assim, a capacidade instalada atualmente no Brasil é da ordem de 712 MW, representando apenas 0,50% do potencial estimado brasileiro de 143.000 MW.